Mozaiko a todo vapor

MozaikoA primeira notícia não é novidade, o Mozaiko já terá seu primeiro encontro agora dias 14 e 15 de abril no CentoeQuatro. Estamos empolgadíssimos!

E agora outras duas novidades:

– Semana que vem, dia 12/04 às 19:30, eu (Eduardo) e a Emma estaremos na Estação do Saber, no Pátio Savassi, para falar sobre Design Thinking, Inovação Social e é claro, sobre o Mozaiko.

– O segundo encontro já tem data marcada, 11/05 em Recife, na segunda edição do Expoidea Feira do Futuro. Para nós será uma honra participar do evento, que tem uma proposta incrível.

Uma grande notícia é que o lugar onde faremos essa primeira rodada de workshops, o CentoeQuatro agora é um parceiro do Mozaiko, nos cedendo o espaço gratuitamente. Com isso, praticamente reduzimos nossos custos pela metade e é claro, cortamos o valor das inscrições para metade. O CentoeQuatro, dessa forma, está contribuindo para tornar o Mozaiko acessível para mais e mais pessoas e estamos muito felizes e profundamente agradecidos por isso, pois envolver as pessoas é um dos pilares do projeto.

Este será o tema a ser discutido e trabalhado na primeira edição: “Como podemos conectar as pessoas e as organizações provendo meios para que ocupem os espaços do centro da cidade?“. E a razão da escolha é que fomos inspirados pelo trabalho do CentoeQuatro, que tem importante papel em ações, debates e apresentações de grupos culturais de ocupação urbana do centro de Belo Horizonte.

Para nós, é um desafio incrível a ser discutido e trabalhado, pois no que tange a ocupação cultural das cidades, que é importantíssima, trata-se de uma das questões mais recorrentes e discutidos por toda a classe artística brasileira, sobre como criar formas alternativas ao financiamento governamental para os artistas brasileiros.

A ocupação de espaços da cidade está diretamente relacionada com a própria história da sociedade ocidental. A cidade, ou pólis, na Grécia, não existe só pelo fato das pessoas morarem próximas, mas por uma iniciativa política. A pólis era movida pela interação dos seus cidadãos, que expressavam seus interesses e decisões, justamente nos espaços públicos da cidade, que eram ocupados também pela arte, com o teatro. Ou seja, os espaços da cidade é onde os moradores se tornam cidadãos, com direitos, deveres, mas principalmente, interesses comunitários e sociais. As nossas cidades de hoje, são herdeiras da antiga pólis, mas cada vez mais, excluem a possibilidade de ocupação dos espaços urbanos,  que torna as pessoas, de fato, cidadãos.

O desafio por si só já é complexo, mas diante da difícil realidade brasileira e especialmente belo-horizontina, fica mais complexo ainda. A questão da ocupação de espaços urbanos é bastante delicada, pois envolve diversos atores (ou stakeholders) e consequentemente diversos interesses. A questão envolve interesses dos governos locais, de empresas e principalmente da população. Por exemplo, a atual gestão da cidade de Belo Horizonte, privatizou várias praças, que são locais públicos por excelência. A consequencia disso é que as empresas agora “proprietárias” de tais praças passam a determinar o que acontece e o que não acontece nessas praças, o que vai de encontro ao interesse da população, que não tem mais o direito de ocupar o espaço publico de forma organizada como bem entender, pois precisa de uma permissão, que pode não ser atendida ser não for do interesse particular das empresas.

Complexo? Delicado? Difícil? Com toda a certeza, e não poderia ser diferente, pois a nossa sociedade se tornou extremamente complexa, assim como nós somos complexos. E é isso que nos motiva! Pensamos o Mozaiko para de fato contribuir com a nossa sociedade e para nós o Design pode contribuir plenamente para isso, pois nos da ferramentas para trabalharmos essas complexidades de forma crítica, criativa, divergente e apaixonada.

 

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